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cartaz2014

Que povo, que nação, que pátria? Nestas terras e por essas águas se formou um povo e depois uma nação. Milhares de filhos espalhados pelos quatro cantos, atados pela língua, pela música e pela poesia. E depois veio a pátria, arrancada a ferro. E depois veio um país, construído de vitórias e derrotas.

#republika reflete sobre a comunidade que somos, organizada politicamente. Olha para a Constituição da República, texto que organiza os nossos valores comuns(?) e regulamenta a totalidade da vida social, cultural, política e económica do país. Como qualquer representação, revela um conjunto de ideais sobre a história e o futuro. Condiciona as nossas vidas no quotidiano e nos posiciona no mundo. Que valores são esses e que regras são essas? Que ideais são esses e como são, mais ou menos, percetíveis por nós, membros da comunidade? E África?

Do conjunto da Constituição, #republika se debruça sobre três aspetos basilares, em três vídeos: a soberania, o território e a cidadania:

01Em #nacionalidade (8’30’’) recria-se o ciclo de conquistas de soberania, seja pela tomada de consciência do povo, através da música e da palavra, do direito à autodeterminação, seja pelas conquistas políticas da Independência e da Democracia, ou até mesmo, simbolicamente, pelas vitórias internacionais da equipa nacional de futebol. (Art 4º, 1: O poder político é exercido pelo povo…)
08Em #territorialidade (2’30’’) preocupa-se com a noção de território, ar, terra, mas sobretudo mar, o imenso mar, outrora símbolo de evasão, atualmente espaço de invasão, pelos tráficos, pela circulação sem autorização ou pela delapidação dos recursos marinhos por grandes unidades pesqueiras estrangeiras. (Art 6º, 2: …o Estado de Cabo Verde tem o direito de soberania em matéria de conservação, exploração e aproveitamento dos recursos naturais, vivos ou não vivos…)
07Em #identificabilidade (1’30’’) olha-se para as representações e identificação dos indivíduos, operações essas naturalmente transportadoras de conceitos e preconceitos. Ou de como, ao longo dos tempos, representamos a nós próprios. (Art 9º, 1: É língua oficial o Português; 2: O Estado promove as condições para a oficialização da língua materna cabo-verdiana, em paridade com a língua portuguesa; 3: Todos os cidadãos nacionais têm o dever de conhecer as línguas oficiais e o direito de usá-las)